Hi, Guys!
Dizem que todo designer sonha em mudar o mundo. Eu só queria mudar um layout sem que alguém pedisse “mais impacto”.
Mas a vida, essa diretora de arte impiedosa, tem um talento especial pra virar nossos briefings de cabeça pra baixo. Um dia eu estava escolhendo tipografias e tentando convencer pessoas de que branco também é cor. No outro, estava em uma reunião discutindo engajamento interno e percebi: meu novo projeto não era uma campanha, eram pessoas.
E foi ali que a ficha caiu (com o mesmo barulho de um pc travando): talvez a Comunicação Interna fosse o meu rebrand definitivo.
Porque no fundo, a transição de designer pra comunicador não foi uma mudança de profissão, mas de propósito. Deixei de alinhar logotipos pra alinhar vozes. Troquei a régua pelo repertório. Descobri que o design pode encantar os olhos, mas a comunicação — quando bem feita — toca algo mais profundo: o pertencimento.
Nos layouts, eu aprendia sobre harmonia. Na Comunicação Interna, aprendi sobre gente e entendi que harmonia, nesse novo contexto, não é somente estética: é cultura.
E, veja bem, não é que eu tenha abandonado o design. Eu sou o design e ele ainda vive em mim. Só que agora meu briefing vem com nomes, histórias, medos e cafezinhos de corredor.
Ser designer me ensinou a traduzir ideias em imagens. Ser comunicador me ensinou a traduzir sentimentos em mensagens. No fim das contas, continuo fazendo o mesmo: tentando dar forma àquilo que, sozinho, o outro ainda não consegue expressar.
Mas quer saber? Eu gosto demais.
Porque Comunicação Interna é o caos com propósito. É arte aplicada ao cotidiano. É entender que cultura organizacional também é design, só que em escala humana.
E no fim das contas, eu não deixei de ser designer. Só mudei o suporte.
Antes, eu projetava campanhas. Agora, eu projeto conexões.
E, sinceramente, o layout nunca fez tanto sentido.
Hoje eu acredito que o verdadeiro CMYK da Comunicação Interna é Café, Memes, Y de propósito e K de caos.